1. As normas que regem o vidro
No Brasil, o uso do vidro na construção segue a ABNT NBR 7199, que define onde cada tipo de vidro pode ser empregado — sacadas, guarda-corpos, coberturas, boxes e áreas de circulação. Para envidraçamento de sacadas há ainda a NBR 16259, e guarda-corpos respondem à NBR 14718.
Na prática, essas normas determinam três coisas: a espessura mínima para cada vão, se o vidro precisa ser temperado ou laminado e como ele deve ser fixado. Um orçamento que não menciona nenhuma delas está adivinhando.
Temperado resiste a impacto e, ao quebrar, se fragmenta em pedaços pequenos. Laminado mantém os cacos presos à película intermediária e não abre o vão. Em altura, o laminado costuma ser exigido justamente por isso.
2. Certificação dos materiais
Todo vidro temperado sai da têmpera com uma marcação permanente — a etiqueta gravada no canto da peça, com fabricante e identificação do lote. É a forma mais simples de conferir se o que foi instalado é o que foi vendido. Vidro sem selo não tem rastreabilidade.
- Selo de têmpera gravado na peça, visível após a instalação.
- Nota fiscal do vidro com espessura, tipo e metragem discriminados.
- Perfis de alumínio com liga e acabamento especificados (anodizado ou pintura eletrostática).
- Ferragens e roldanas com identificação de fabricante e carga suportada.
3. Qualificação dos colaboradores
Instalação em altura é trabalho regulamentado. A NR-35 exige treinamento formal e reciclagem periódica para qualquer atividade acima de dois metros, e a NR-18 rege o canteiro de obras. Equipe própria, com treinamento documentado e equipamento de proteção adequado, é o que separa uma instalação segura de um risco assumido pelo cliente.
Condomínios costumam pedir esses comprovantes antes de liberar o acesso — vale confirmar com a fornecedora se ela consegue apresentá-los.
4. Projeto e responsabilidade técnica
Cada vão tem uma combinação própria de dimensão, carga de vento e tipo de fixação. Projetos de maior porte pedem ART ou RRT emitida por profissional habilitado, que vincula o cálculo a um responsável identificável. Para o cliente, o documento tem função prática: é o que garante amparo se algo sair do previsto.
Antes da fabricação, o projeto executivo deve mostrar medidas finais, sentido de abertura, posição dos perfis e pontos de fixação. Nada é cortado antes do seu aceite.
5. O que exigir na entrega
Termo de garantia
Cobrindo material e instalação, com prazo e abrangência por escrito.
Manual de conservação e utilização
Como limpar, o que evitar e a manutenção que preserva a garantia.
Check list na entrega da obra
Conferência item a item do que foi instalado, assinada no encerramento.
6. Perguntas frequentes
Vidro temperado pode quebrar sozinho?
É raro, mas existe: inclusões de sulfeto de níquel no vidro podem provocar quebra espontânea. Por isso a origem do material e o selo de têmpera importam.
Preciso de autorização do condomínio?
Na maioria dos casos sim, principalmente em fachadas. Costumamos preparar a documentação técnica que a administração pede.
Qual a diferença entre garantia de material e de instalação?
A primeira responde por defeitos de fabricação do vidro, perfis e ferragens. A segunda cobre a execução — alinhamento, fixação e vedação. As duas devem constar no termo.
Quer conferir esses pontos no seu projeto?
Nossa equipe técnica faz a visita de medição, indica o tipo de vidro adequado a cada vão e entrega o orçamento com material, norma aplicável e prazo discriminados.
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